Transilvânia: fomos conhecer o verdadeiro Castelo do Drácula

Continuando a série de posts sobre a Romênia, resolvi contar um pouco sobre como é visitar o Castelo do Drácula, na Transilvânia. Mas, para começar, é preciso lembrar que existem vários castelos do Drácula na Transilvânia…

O Drácula da vida real

O conde Drácula foi inspirado em um imperador romeno que levava a crueldade a outro nível. Ele era tão apegado às torturas que foi apelidado de Vlad, o Empalador. Fofo, né? #SQN

Na chegada, fomos recebidos com dois bonecos empalados!

Na chegada, fomos recebidos por dois bonecos empalados!

O livro que transformou o imperador em vampiro foi escrito pelo irlandês Bram Stoker, que nunca pisou em solo romeno. Fecha aspas. (Para mais informações sobre a relação entre imperador e vampiro, dá uma olhada neste link do Consulado Honorário da Romênia.)

O verdadeiro Castelo do Drácula?

Depois que o personagem ficou famoso, os romenos deram um jeitinho de faturar com ele, porque ninguém por lá é bobo. Foi assim que os “castelos do Drácula” começaram a aparecer. O mais famoso é o Castelo de Bran, próximo à Braşov, que, por sinal, está à venda. Na verdade, tudo indica que Drácula nunca morou por lá, apenas ficou preso por algum tempo no castelo. Tem também o Castelo de Corvin, onde Vlad também esteve supostamente preso, desta vez por uns 7 anos. Mas nós resolvemos conhecer o primo pobre, feio e em ruínas, que é onde dizem que o imperador realmente morou, o Castelo de Poenari.

Um pedacinho do castelo com vista para as montanhas da Transilvânia

Um pedacinho do castelo com vista para as montanhas da Transilvânia

Castelo de Poenari

No meio da incrível Transfăgărășan, na cidade de Pitesti, você encontra o Castelo de Poenari (mapa aqui) – ou melhor, as ruínas dele. Quem chega pela estrada irá se deparar com um estacionamento e algumas lojinhas vendendo água e comida de estrada. Nessa hora, compre água. Se estiver com fome, coma. Se precisar ir ao banheiro, vá.

Depois daí, começa uma travessia de mais de 1.400 degraus rumo ao castelo, que precisa ser feita a pé. O percurso é longo e exaustivo, mas o caminho, em meio à vegetação, é incrível. Há também alguns bancos para quem quiser descansar no meio da subida. Juro que pensei em desistir umas 200 vezes, mas aguentei firme e cheguei quase morta lá em cima.

Além disso, mesmo que seja uma atração turística, não espere conseguir um copo de água por lá. Eu tentei, cheguei colocando o pulmão pela boca, pedi “apa plata” e nada… Siga o conselho e leve sua própria garrafinha, porque ela vai ser bem importante.

Quase morta, mas com um sorriso falso no rosto. :P

Quase morta, mas com um sorriso falso no rosto. 😛

Dá para perceber que, além de empalador, Vlad era muito estratégico. Afinal, não é nada fácil chegar ao Castelo, que servia como uma instalação militar para combater a ameaça de invasão turca. Há evidências de que o local foi palco de batalhas sangrentas e, é claro, de alguns empalamentos.

A parte prática

Você só compra o ingresso na chegada, depois da subida, e ele custava 5 lei (cerca de R$ 1) quando fomos, em setembro de 2013. Não achei informações atualizadas sobre o valor, mas certamente não será muito mais do que isso.

Fique MUITO atento aos horários de abertura do Castelo para não dar de cara com a porta o nada – afinal, você não vai querer subir mais de mil degraus em vão. Segundo o site oficial, ele fica aberto das 9 h às 18 h, de segunda a domingo, mas vale conferir essas informações antes de começar sua viagem.


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Depois de me formar em comunicação, passei um tempo morando na Argentina, Irlanda e na Romênia. Foi morando cada vez menos que esqueci o significado da palavra e hoje mantenho a capital gaúcha como sede dessa vida quase nômade.

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4 comments

  1. palomadiasgarcia

    Que delícia! Sou louca para conhecer o castelo!

  2. Olá, Mari! Que legal esse post. Tive a oportunidade de conhecer o castelo de Bran mas, na época, não tinha quase nenhuma informação sobre Vlad.

    • Oi Guilherme, que legal. Não cheguei a ir ao Castelo de Bran enquanto estive lá, mas ainda está nos planos. 🙂

  3. Pingback: Como os blogs tem ajudado as pessoas a programarem suas viagens | UniversiTag#