Mercosul de carro: preparativos e dicas importantes

Viajar pelo Mercosul de carro ainda era uma novidade para mim. E olha que enquanto morava em Buenos Aires já fui pra lá de ônibus, de avião e até de barco (saindo de Montevideo, é claro). Mas, como não dirijo, uma viagem de carro ainda não tinha passado pela minha cabeça…

Saindo de Porto Alegre (onde moro atualmente), até a capital argentina, são mais de 1.300 km. Segundo o Google, o trajeto demoraria umas 15 horas. É claro que, na verdade, a viagem acabou durando 18 graças às diversas paradas pelo caminho. Mas, pelo menos, a gente se deparou com algumas paisagens como essa:

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Mas afinal, o que é preciso para uma viagem assim? Aí vão os ingredientes, que servem para qualquer viagem pelo Mercosul. 😉

Carta Verde 

É, você vai precisar! A carta verde é o seguro obrigatório para quem viaja de carro pelo Mercosul. Ele não cobre nenhum problema que você venha a ter no carro, sendo destinado a danos contra terceiros (ou seja, caso você bata no carro de outra pessoa no país). Os valores são por dia, então o preço irá depender de quanto tempo você vai ficar por lá.

Se já tiver um seguro aqui no Brasil, ligue para a seguradora e combine de fazer a Carta Verde diretamente com eles. Fizemos isso e foi super prático – em menos de meia hora já estávamos com o documento em mãos e prontos para encarar a viagem! Neste post a gente conta mais sobre como fazer o documento.

Moeda local

Leve moeda local, sempre. Mesmo que apenas um pouco. E leve moeda de todos os países por onde você for passar, não apenas a do seu destino final. Acabamos esquecendo deste detalhe e sofremos para fazer um lanchinho durante nossa passagem pelo Uruguai, além rolar um desespero quando vimos que não teríamos dinheiro para pagar os pedágios pelo caminho.

Sim, esse conselho é beeem sério!

Traçando o trajeto

Se você curtir uma viagem com emoção, pode confiar nas placas e pedir informações pela estrada – foi o que fizemos e deu tudo certo!

Mesmo assim, eu costumo dar preferência para usar o GPS e ter certeza de que não vou pirar no meio do caminho! Tenho o Google Maps instalado no celular e uso o app para me guiar durante o trajeto – se você programar o endereço antes de sair de casa não precisa ficar conectado à internet durante o trajeto, o que gera uma economia milionária em roaming (aquela taxinha chata e cara que as empresas de telefonia cobram quando você está fora da cidade). Se optar por essa técnica, não esqueça de levar um carregador de celular para carro, ou vai acabar perdido e sem bateria no meio do caminho. Caso vá alugar um carro para fazer a viagem, também é possível se certificar de que ele possui GPS para viajar tranquilo.

Outra alternativa é conferir o Guia 4 Rodas, que permite também simular seus gastos com gasolina durante a viagem (mas você precisará saber quanto ela custa nos outros lugares onde irá abastecer).

carro

Vidro limpo e celular novo – só que ao contrário 😉

O que levar

Uma viagem longa de carro não dispensa um lanche para beliscar no caminho (no nosso caso, um pacote de bolachas água e sal), além de algumas garrafas de água. Eu confesso que prefiro tomar o mínimo de água possível para não precisar ficar parando para ir ao banheiro a cada 10 km, mesmo que essa não seja a melhor estratégia em viagens longas e no meio do verão… 😛

Onde abastecer

Se for fazer esse trajeto, abasteça o máximo que puder no Brasil. Foi a gasolina mais barata que encontramos! Abastecemos uma vez antes de sair e outra na fronteira com o Uruguai, no lado brasileiro – onde a gasolina custava caro, mas continuava sendo mais barata que no lado uruguaio. Vale lembrar que é possível fazer a viagem sem passar pelo país (o Google até recomenda o trajeto direto até Buenos Aires), mas nós optamos por este caminho sabe-se lá por que para ter mais adrenalina.

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Este post contém links para parceiros comerciais do blog, que foram inseridos espontaneamente pela autora. Ao reservar serviços através destes links, nós ganhamos uma pequena porcentagem – e você não paga nada a mais por isso! 😉

Nota: este post foi escrito originalmente em fevereiro de 2014, época em que a viagem foi feita, e revivido (e revisado) agora! 

Depois de me formar em comunicação, passei um tempo morando na Argentina, Irlanda e na Romênia. Foi morando cada vez menos que esqueci o significado da palavra e hoje mantenho a capital gaúcha como sede dessa vida quase nômade.

Comenta aí, vai! :D