Seguro viagem internacional: é seguro viajar sem um?

Essa é uma coisa que nunca entendi: todo blogueiro de viagem insiste em dizer pra você não dar um passo fora do país sem contratar um seguro viagem internacional. E olha, vou contar procês, já fiz isso zilhões de vezes! Se eu recomendo? Não muito, mas também não acho que seja um pecado mortal viajar sem seguro como o povo proclama por aí.

Seguro viagem internacional: fazer ou não?

Todo mundo sabe que pode dar a maior zica viajar sem seguro. Vai que você é atropelado, quebra a perna, descobre que tá com uma doença raríssima ou sei-lá-o-quê no meio da estrada? Vai ser bem chato não ter pra quem ligar e ainda torcer para que o dinheiro do banco cubra as despesas. Se você morrer fora do país, ainda deixa a maior responsa pra família aqui no Brasil, que vai ter que pagar sua repatriação sanitária e ficar responsável por toda a burocracia. Ou seja, nada legal!

Maaaas, digamos que a possibilidade de algo realmente grave acontecer é bem pequena. Se você estiver de boua com essa possibilidade e precisar economizar um pouco, vai com fé! Nesse caso, eu sugiro guardar uma graninha para caso aconteça algo você poder trocar a data das passagens pro Brasil e se tratar por aqui, onde quem não tem plano de saúde pelo menos tem atendimento grátis pelo SUS (que pode não ser perfeito, mas não existe em muitos países do mundo!). 😉

Seguro viagem internacional

Felicidade de quem economizou 300 pilas no seguro #SQN – Foto CC Aimee Vogelsang/Foto destaque CC Lionello DelPiccolo

E o seguro viagem obrigatório?

Tem isso, né? Alguns países exigem que você tenha um seguro de viagem na chegada. Nesse caso, viajar sem seguro pode ser bem mais complicado. Além do mais, acho que não custa nada respeitar as leis do país para onde você vai. Mentira, custa o preço do seguro internacional, mas é o mínimo que se espera de quem arcou com os custos de uma viagem dessas. #justsaying

Acho que é sempre bom refletir que, por mais que tenha dado duro, suado e feito milhões e milhões de horas extras para curtir a viagem, você ainda faz parte de uma elite privilegiada que pode viajar. Então é bom usar esse privilégio para mostrar que a gente pode e deve ser educado dentro e fora do salão país.

Minha história #vidaloka sem seguro

Pois é, como eu disse, viajar sem seguro é tipo montanha russa. Uma hora tá tudo certo e de repente a coisa fode geral. Quando fomos morar na Irlanda, optamos por fazer só o seguro obrigatório para estudantes oferecido pelo governo, que basicamente não cobre nada.

Em 11 meses, eu tive que ir no médico uma vez, o Diego foi outra, e não tivemos mais grandes problemas, fora um monte de gripe. Só que, quando faltava uma semana para ele voltar para o Brasil, deu zebra por aqui e tivemos que adiantar as passagens na última hora graças a uma emergência. Esse pequeno incidente, que estaria coberto por alguns tipos de seguro, acabou custando € 600 (praticamente o que nós dois teríamos pago na época para ter seguro durante o ano inteiro)!

Ou seja, se somarmos os dois médicos com a remarcação de emergência da passagem, já teríamos recuperado o investimento feito no seguro, que cobria todos estes incidentes. E, como minhas malas ficaram perdidas 10 dias na volta, eu ainda teria sido recompensada pelo transtorno.  No fim, acabou sendo uma economia burra, mas é você quem decide sobre subir nessa montanha russa ou não. ¯\_(ツ)_/¯

Alice no País das Maravilhas

Vai que você acaba comendo uns troços esquisitos como essa moça aí?

Seguro viagem internacional: #ComoFas

Ok, você é do time que acha que o seguro morreu de velho. Eu juro que quero ser como você se quando crescer. ♥ Tem basicamente dois jeitos de fazer o seguro: comprar um ou pedir o seguro do cartão de crédito, que é grátis, mas nem todo mundo pode solicitar.

Seguro do cartão

No caso do seguro do cartão de crédito, ele só vale para viagens de até 60 dias E se elas forem compradas com o seu próprio cartão (o benefício só é extensivo à família ou cônjuge). Ou seja, quem tem que pedir o cartão emprestado por falta de limite ou pagar a viagem no boleto acaba não podendo aproveitar essa mamata. Mas, se você for suficientemente sortudo para ter um cartão com limite grande para comprar suas passagens e que ofereça o benefício, A-P-R-O-V-E-I-T-A.

Minha dica é ligar pro banco para conferir se o seu cartão garante o direito ao seguro, já que não são todos os que oferecem a barbada. Nossa última viagem foi para a Europa (em outubro/2016) e o Certificado de Schengen era o seguro obrigatório exigido para entrar no Espaço Schengen. Fizemos a compra das passagens e solicitamos o seguro diretamente com o cartão (Visa). O atendimento foi ótimo e super ágil. Em menos de 10 minutos estávamos com o certificado na nossa caixa de e-mails e prontos para a primeira viagem com seguro ever.

Contatos para solicitar o seguro:

Mastercard – 0800 891 3294 ou nesse link

Visa – 0800 891 3679

Plano B

Não rolou pedir o seguro do cartão? Então prepara para colocar a mão no bolso! 💸

Brincadeira, fazer um seguro viagem internacional está longe de ser a coisa mais cara da vida, mas vai aumentar um pouco o seu orçamento de viagem, principalmente se você pretende ficar muitos meses fora. Como nunca fiz, não sou ninguém para dizer aqui qual o melhor do universo, né?

Quanto custa um seguro viagem

Fiz uma pesquisa básica através do site Seguros Promo, que funciona como um buscador de seguros, para ver quanto sairia um seguro para uma viagem de um mês pela Europa, em outubro de 2017, em diversas seguradoras. Aí vai o resultado mais barato de cada uma delas:

Assist Card: R$ 271,25 [cobertura de € 35 mil]

Affinity: R$ 292,95 [cobertura de US$ 35 mil]

GTA: R$ 366,11 [cobertura de US$ 110 mil]

Travel Ace Assistance: R$ 418,95 [cobertura de US$ 100 mil]

Vale lembrar que tanto a GTA quanto a Assist Card são empresas bem reconhecidas na área, sobre as quais eu só ouço falar coisas boas. Mesmo assim, é importante observar que cada seguro oferece uma cobertura diferente que vai além dos valores, diferenciando também o que está incluído no serviço.

Seguros Promo é parceira do Quase Nômade e oferece um desconto de 5% para todas as reservas realizadas com o código NOMADE5. Parece pouco, né? Mas com o descontinho, o valor do Travel Ace Assistance, por exemplo, cai de R$ 418,95 para R$ 398. 😱

Para ficar por dentro de promoções de seguros, não deixem de acompanhar também o nosso Facebook e o Twitter, onde divulgamos tudo em primeira mão. Se você fizer sua reserva através do banner abaixo, nós ainda recebemos uma pequena comissão e você não paga nada a mais por isso!

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Nota: este post foi originalmente publicado em agosto de 2016 e atualizado em abril de 2017. Todos os valores apresentados são referentes à pesquisa realizada no site Seguros Promo em abril de 2017 e podem sofrer alterações a qualquer momento.

Depois de me formar em comunicação, passei um tempo morando na Argentina, Irlanda e na Romênia. Foi morando cada vez menos que esqueci o significado da palavra e hoje mantenho a capital gaúcha como sede dessa vida quase nômade.

Queremos ouvir seu comentário!

3 comments

  1. Erica Bain

    Oi, Mari!
    Muuuito legal seu post! Realmente só o que eu encontro nos blogs e sites por aí é essa ideia de que se você viajar sem seguro “já eras”, haha.
    Mas tenho uma dúvida: nesse tempo que tu morou na Irlanda, você foi visitar outros países? Se sim, como fez para entrar neles sem o seguro?

    Abraços,
    Erica.

    • Oi Erica. Então… quando eu morava na Irlanda é claro que aproveitei para visitar outros países, né? Não sou boba de perder essa chance, heheh. Daí, para não ter problemas, acabei fazendo um seguro baratinho emitido pela Ryanair (acho que custava uns € 15 para você ter ideia). De qualquer jeito, nunca me pediram para apresentar nada, mas eu tinha o documento do seguro separadinho ali pelas dúvidas. 😉

  2. businesshands

    Olá! alguém pode me ajudar a saber se o seguro Assist Card é bom e para viajar para a Ásia?