Em nossa viagem para o México no início deste ano, a hospedagem representou 28% dos nossos gastos (olha o roteiro completo aqui). Isso significa que a gente poderia ter economizado mais de um quarto de todo o dinheiro que gastamos nos dois meses e meio que passamos por lá, caso tivéssemos conseguido hospedagem grátis durante o período.
Então, assim como nós já listamos algumas maneiras para economizar com passagens aéreas, resolvemos dar dicas de como conseguir hospedagem grátis pelo mundo – o que pode ser bem mais fácil do que parece! 😉
Hospedagem grátis com o TalkTalkBnb
Este é um serviço super novo, mas eu adorei a ideia, apesar de ainda não ter testado oficialmente. O diferencial do TalkTalkBnb é que você pode viajar para se hospedar na casa de outras pessoas pelo mundo gratuitamente enquanto ensina ou ajuda seu anfitrião a praticar seu idioma nativo. Assim, os dois lados saem ganhando: o viajante economiza em hospedagem, enquanto o anfitrião pode melhorar suas habilidades no idioma sem gastar nada com isso!
Nesta viagem, já estamos buscando acomodação através do serviço em algumas cidades – torçam para que a gente logo encontre, ok? Estamos super ansiosos para conferir (e contar) como a ideia funciona na prática! A inscrição é grátis e pode ser feita aqui.
Surfando sofás com o Couchsurfing
Basicamente, o Couchsurfing é um site para encontrar hospedagem grátis pelo mundo. Mas é muito mais do que isso. Você pode hospedar viajantes ou ser hospedado por pessoas enquanto viaja e ainda tem a opção de contatar alguém para te levar para um passeio pela cidade (ou se disponibilizar para levar alguém para conhecer a sua cidade também!). A segurança é garantida através dos comentários dos usuários.
É tudo free e a lógica é realmente experimentar outro destino como um local. Já fiz bastante Couchsurfing uma época (recebendo e me hospedando na casa de outras pessoas), mas há alguns anos deixei de usar o serviço porque tive bastante dificuldade de encontrar anfitriões quando passei a viajar em casal, o que me desanimou um pouco. Fora isso, também acredito que o legal mesmo é poder acompanhar mais de perto a rotina da pessoa que recebe você, o que não consigo fazer enquanto estou trabalhando. Ah, a inscrição também é grátis! 😉
Trocar de casa com desconhecidos
O Troca Casa é uma modalidade de hospedagem bem interessante para quem tem casa própria ou mesmo uma segunda casa (na praia ou no campo, por exemplo). A ideia é, como o nome já diz, trocar de casa com outra pessoa enquanto viaja. Como moro em uma cidade nada turística (Porto Alegre), fiquei com medo de não encontrar ninguém que tope trocar de casa comigo e acabei não testando ainda, mas morro de vontade.
Para se inscrever no serviço, é cobrada uma anuidade de R$ 230, que permite infinitas trocas sem que seja preciso pagar nada a mais por isso. O legal é que se você não conseguir trocar no primeiro ano, a renovação da anuidade é gratuita. \o/
Experimentar o house sitting
Vários sites oferecem a oportunidade de fazer house sitting. A ideia é cuidar da casa de outra pessoa enquanto ela não está. Você não paga nada pela hospedagem e a pessoa não precisa se preocupar com a casa. Geralmente, você terá tarefas bem definidas antes mesmo do embarque (pode ser desde cuidar de um gatinho até tomar conta de uma fazenda inteira).
Os sites do gênero costumam cobrar um valor de anuidade, que varia de acordo com o serviço, mas geralmente permitem que você veja as opções de casas disponíveis antes de se cadastrar – o que já dá uma ideia do que esperar. Ainda não testei viajar como house sitter, mas já me inscrevi na opção gratuita do Nomador e entrei em contato com duas residências – ambos me responderam avisando que já tinham encontrado alguém para o período, mas foram super simpáticos. Recomendo dar uma lida no blog Vida Cigana para saber mais sobre essa modalidade, porque eles têm ótimas dicas para quem pretende começar a viajar assim!
Em geral, o house sitting funciona melhor em países da Europa, América do Norte e na Oceania, tendo menos opções em outras partes do mundo, e pode ser mais complicado caso você tenha datas de viagem muito rígidas. Abaixo, alguns serviços e o preço cobrado por cada um deles:
TrustedHouseSitters – R$ 399 por ano (global)
HouseCarers – U$ 50 (R$ 165) por ano (global)
KiwiHouseSitters – NZ$ 65 (R$ 155) por ano para viajantes / grátis para proprietários (Nova Zelândia)
Nomador – € 65 (R$ 265) por ano ou € 25 (R$ 100) por trimestre, mas os três primeiros contatos são grátis (global, com foco na França)
Hospedagem grátis sustentável no WWOOF
Eu conheço o WWOOF há milênios e adoro a proposta da rede. A ideia é fazer um intercâmbio se hospedando gratuitamente em uma fazenda orgânica em troca de trabalho. Só que, embora a ideia soe maravilhosa, eu ainda não abro mão de estar na cidade. Por isso, a rede acaba não sendo para mim, mas acredito que a experiência seja sensacional (e um dia ainda crio coragem para fazer algo assim, rsrsrs)!
Para usar o serviço é preciso pagar uma taxa anual, que varia de país para país. É necessário pagar uma inscrição para cada país visitado – no WWOOF Brasil, o valor é de US$ 38 (R$ 125).
Nota: texto e valores atualizados em março de 2018.
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Martinha Andersen diz
Adoro o couchsurfing. Já o utilizei muito aqui na Europa. Na primeira vez deu um certo medinho, mas foi tão tranquilo que adorei. Tenho amigos que fazem House sitting e também adoram. =)
Josiane Bravo diz
Já usei couchsurfing várias vezes e posso dizer que amo essa forma de hospedagem. Além de você economizar, você conhece pessoas incríveis. De todos os meus hosts (maioria homem), minha hospedagem foi sempre positiva, daquelas pessoas que te levam para passear para conhecer a cidade, etc. Mais uma vez, amo, amo, couchsurfing, e como a Camila mencionou, é uma forma de troca de cultura, um intercâmbio cultural 🙂
Agora preciso conhecer os outros que você citou.
Abraços
Mari Dutra diz
Nossa, minhas experiências com o couchsurfing também foram demais. Mas, como você disse, praticamente todos os hosts são homens…
Juliana Moreti (turistando.in) diz
Oi Mari
Muito interessante este teu post.
Gostei bastante do TalkTalkBnb, mas como viajo agora com um bebê, creio que seria muito difícil.
;(
Lidiane Albuquerque diz
Muito legal! Hoje em dia existem várias formas de hospedagem. Ainda não usei nenhuma dessas, mas pretendo experimentar. Vale as dicas.0
Bianca Cavalcanti diz
Nossa, são tantas formas de economizar né?! Hoje em dia só não viaja quem não quer… Confesso que nunca usei esses métodos mas adorei as dicas.Vou pensar a respeito. 😉
Diana Figueiredo diz
Adorei as dicas…mas ainda não sou adepta desse tipo de hospedagem. Quem sabe nas próximas viagens, né?
Rui Baptista diz
🙂 Não há mesmo desculpas para não partir 🙂 Usei várias vezes o CS…
Ana Paula Fidelis diz
Dicas muito interessantes, principalmente, para quem viaja sozinho, como você mesma disse. Infelizmente, acho que não tenho o perfil, mas acho super legal quem viaja assim! Abs!
Deisy Rodrigues diz
Fora o Couchsurfing e do House sitting não conhecia outras opções, fiquei bem interessada no TalkTalkBnb.
Fernanda Souza diz
Muito legal. Eu só conhecia o Couchsurfing e sempre achei a proposta deles muito interessante. Esse TalkTalkBnb parece bem legal também.
Camila Lisbôa diz
Sou super adepta ao couchsurfing 🙂 É muito mais que hospedagem de graça, é uma aula sobre cultura local! Adoro!
Mari Dutra diz
Concordo, Camila! Couchsurfing é uma ótima maneira de conhecer mais sobre a cultura de um local. 🙂